Ocupação de Verão I
Carolina Lopes, Eduarda Falqueto, Fernanda Sattamini, Flavia Metzler, Hevelin Costa, Iza Goud, Izabela Leal, Jana Galli, Jessica von Lehsten Goes, Julia Saldanha, Lala, Laura Freitas, Lívia Frias, Marcella Araujo, Mariana Werneck e Raquel Gaio
OCUPAÇÃO DE VERÃO I
Carolina Lopes
Eduarda Falqueto
Fernanda Sattamini
Flavia Metzler
Hevelin Costa
Iza Goud
Izabela Leal
Jana Galli
Jessica von Lehsten Goes
Julia Saldanha
Lala
Laura Freitas
Livia Frias
Marcella Araujo
Mariana Werneck
Raquel Gaio
Curadoria
Bia Monteiro
Fernanda Lopes
Abertura: 13/02/2025
Encerramento: 26/03/2025
Ativação da instalação artística
Julia Saldanha 15/03 às 12h
Jessica von Lehsten Goes 22/03 às 12h
Performance
Raquel Gaio 22/03 às 14h
Jana Galli Poema 26/03/2025 às 18:30h
Créditos
Arte Janelas: Gouvea Artes
Arte Gráfica: Nina Gaul
Equipe de produção Abapirá: Liliane T Oliveira +
Jair Nascimento
Montagem: Felipe Bardy
Em meio às (cada vez mais) altas temperaturas do verão e em contagem regressiva para o carnaval, a Abapirá dá início ao seu sexto ano de atividade, apresentando ao público a primeira edição do projeto Ocupação de Verão. Essa exposição coletiva tem como ponto de partida uma chamada aberta que convidou artistas mulheres a inscreverem trabalhos que tivessem como inspiração a transpiração: uma provocação para pensarmos nossos corpos (individuais e coletivos), seus movimentos, e suas presenças potentes, vulneráveis e resilientes no mundo. O resultado é uma exposição que reúne cerca de 20 obras, entre gravura, desenho, pintura, cerâmica, objeto, vídeo, performance, fotografia e instalação, realizadas por 16 artistas, de diferentes formações, atuações e poéticas: Carolina Lopes, Eduarda Falqueto, Fernanda Sattamini, Flavia Metzler, Hevelin Costa, Iza Goud, Izabela Leal, Jana Galli, Jessica von Lehsten Goes, Julia Saldanha, Lala, Laura Freitas, Lívia Frias, Marcella Araujo, Mariana Werneck e Raquel Gaio. Olhar para esse conjunto de trabalhos traz à tona uma questão aparentemente simples e, talvez por isso mesmo, tão complexa: para transpirar é preciso estar vivo. A água, que compõe mais da metade de um corpo humano adulto (e cerca de 70% do planeta Terra), é como um de termômetro; e o corpo, essa espécie de arena-abrigo-mirante, é ao mesmo tempo ator, palco e público de tudo o que movimenta essa água e nos faz transpirar. Nosso estar no mundo é permeado por experiências individuais e coletivas como os extremos de temperatura e as alterações na paisagem causadas pela escalada da crise climática, tensões sociais e históricas, disputas em locais públicos e privados, pressões políticas e econômicas, demandas do mercado de trabalho, o cabo de guerra entre desejos pessoais e obrigações familiares ou convenções sociais, paixões de carnaval. É o calor do que está em nós e além, e em todo processo de construção artística.Aqui, a transpiração é a água que reage aos momentos de forte atividade física, de grande pressão psicológica ou de falta de energia suficiente para o corpo funcionar. É também saliva, paisagem, matéria-prima, lugar, maneira de se movimentar, de estar no mundo e também canal de conexão com o que está para além dele. É a história, muitas vezes colocada para baixo do asfalto ou empurrada para longe – como aconteceu com a cidade do Rio de Janeiro ao longo da história.
Bia Monteiro
Fernanda Lopes












